Superfantástico
Presenciei hoje quatro crianças indo para o colégio cantando empolgadamente: “Superfantástico amigo, que bom estar contigo no nosso balão”. Provavelmente alguma professora no auge dos seus 30 e poucos anos ensinou a música do Balão Mágico para a gurizada para alguma apresentação, já que está aí o tão esperado 12 de outubro. Essa foi a minha conclusão, pois o Balão Mágico nem do meu tempo é, isso que no próximo dia 23 estarei completando meus 21 aninhos, porém regado a muito Chaves, Xou da Xuxa e Rá-Tim-Bum. É, eu sou desse tempo.
Sou do tempo em que desenho bom era Pica-Pau, Tom & Jerry, Ursinhos Carinhosos. Muito distante dos Pokémon, Digimon e sei lá mais o que ‘mon’ que vejo de relance as vezes na TV. Não vou começar a falar como uma tiazona, que tudo do meu tempo de criança era muito melhor que agora, até porque, provavelmente, as crianças de agora dirão o mesmo no futuro. O fato é que ser criança é muito bom.
As vezes fico rindo sozinha lembrando de quando eu assistia meus programas preferidos torcendo sempre pelas mesmas coisas(muito além de o Coiote conseguir pegar o Papa Léguas). Torcia pra passar sempre o Chaves de Acapulco, ou aquele em que o Chapolin aparece na vila. E no Castelo Rá-Tim-Bum, torcia pelo “Passarinho, que som é esse?”(quem não lembra dos passarinhos cantores no lustre do castelo?) ou então pelo “‘Porque sim’ não é resposta!”. Por que era tão bom ver mil vezes a mesma coisa né?
Melhor que isso só ficar nostalgiando agora, depois de grande(sim, só grande, não adulta!).