QueTriQueFica

By Carina Andrade

Aluga-se redes

Categoria: Papo Furado, Filosofando — Que Tri Que Fica as 11:09 pm | Quarta, Novembro 14, 2007

Ontem chegaram alguns O(não-)VNI’s aqui, foram pra dentro de um armário antes que eu pudesse tirar alguma conclusão sobre eles. Não vou dizer que fiquei curiosa porque nem fiquei. Tantas coisas diferentes chegam aqui, ainda mais nessa época de vestiba. É urna, armário, cartaz, impressos… até uma parede atrás de mim apareceu essa semana. Mas é claro que algo aparentemente de bambú não poderia passar despercebido.
Hoje pela manhã abri meus e-mails e lá estava uma aviso: “Pessoal a partir de hoje estaremos fazendo locação de redes de bambú aqui na central…”. É, dá pra alugar uma rede de bambú sem limite de horas, contanto que devolva no mesmo dia. Pode pendurar pelo câmpus, onde facilmente são encontrados ganchos próprios pra isso.
Não vejo a hora de chegar alguém pra alugar isso, fico pensando em quem se daria a todo esse luxo. Tem vários bancos por todos os lugares, por quê alguém alugaria uma rede?(de bambú!). Que mico. Mas a idéia é boa. Universidade tem sempre dessas né? Aquele ambiente jovem, aconchegante, pra não ter vontade de ir embora. As vezes funciona.
De vez em quando eu fico sentada num lugarzinho especial(e disputado) de onde se vê a beleza natural do câmpus de cima. Aquele lugar num finalzinho de tarde, com aquele sol já na horizontal, fica simplesmente perfeito. Pra quem conhece a Unisinos, é a famosa vista do Centro 4. Um bom lugar pra ficar tomando um Ice Tea das 18 até as 19:30 como fiz hoje. Tá ok, o Ice Tea não durou esse tempo todo, nem eu fiquei até exatas 19:30 lá mas, enfim. Um bom momento pra pensar na vida. E em como ela é bela.(Olha o romantismo).

Será que alguém percebeu que eu comecei o post de tarde na Uni e acabei agora em casa? =)

Mal… bom!

Categoria: Papo Furado, Musica, Filosofando — Que Tri Que Fica as 7:47 am | Sexta, Outubro 19, 2007

Já dizia o Pato Fu…

Agradeça as coisas boas
Entenda as coisas ruins
Agradeça as coisas boas
Entenda as coisas ruins

Roubaram o seu automóvel (mal)
Agora você vai ter que andar (bom)
Roubaram a sua bicicreta (mal)
Pelo menos ninguém vai te atropelar (bom)

A parte ruim de todo santo dia…

Categoria: Papo Furado — Que Tri Que Fica as 7:58 pm | Quarta, Outubro 17, 2007

-”Carina, é quase 7 horas”
Aff… que coisa, a noite passa muito rápido, parece mais um mero cochilo do que uma noite de sono. Quando é pra ir dormir eu não gosto, quando é pra acordar também não…. vai entender. Tudo bem, tem que acordar de fato, escovar os dentes, tomar um café, reunir algumas tralhas e sair. Andar pela rua, poucas pessoas, mais crianças a caminho do colégio, já tão felizes, brincando, aquela hora! De onde tanta energia!? Parada, “ois”, pessoas, o ônibus dos outros, menos o meu. Os pensamentos começam a se organizar, “Que dia é hoje? Tenho aula? Tenho algo a fazer além do habitual? Esqueci alguma coisa em casa? Coloquei sapato?”. Ah, tudo bem, tudo certo. Finalmente meu ônibus. Êh alegria, tá vazio, posso escolher o banco(Ver post do dia 5 de outubro, “Experimente!”). Pronto, to a caminho, agora o trabalho é do motorista, só preciso lembrar de descer. Mas tem tempo… tem a Bom Fim, o Rio dos Sinos, o Centro todo, o metrô… posso quase dormir. Parece que o celular vibrou. Mas a essa hora da manhã? Quem poderia ser? Vibrou nada, deixa assim. Mas se é alguém lá de casa? Tá, posso dar uma olhada, não cansa tanto assim. “Atenção passageiros com destino a Unisinos, desembarque pelo lado direito, porta da frente por favor, porque aqui não é Porto Alegre!”. Bem que alguém podia me avisar, eu poderia dormir, ou simplesmente não me preocupar com isso, não me preocupar em dar de cara com o Concórdia a qualquer hora. Tem que atravessar a avenida, duas pistas, movimento, bastante gente atravessando junto e ônibus parando. Sinaleira… amarela? Não não, ta fechada, vai rápido… putz, abriu. Tem sinaleira de pedestre, poderia parar de novo o trãnsito, mas tem mais gente e ninguém fez isso, o sinal a recém abriu, melhor esperar. O relógio do paradão ta marcando a hora que eu já devia ta sentada na minha cadeira, mas tudo bem, ninguém fica controlando horário de ninguém, que beleza. Mas não é bom abusar né? Horário é horário. Se não fosse pra cumprir não tava no contrato. Mas deixa, to chegando, to quase lá, amanhã tento pegar outro ônibus, ou não. Hã? O que? Cartão da Renner? Conta no Santander? Assinatura de revista? Ah, brigada, já tenho tudo isso, to com pressa, depois eu passo aqui. Oi, oi, oi… bom dia! Cadê a chave? Sempre perco, preciso deixar separada, mas depois eu vejo isso. Ih, quase ninguém chegou, posso dar uma viajada na net por enquanto. Quantas visitas meu blog teve ontem? Alguém comentou? Não? Poxa… acho que eu perco tempo com isso.

(…)

Aos malas da web

Categoria: Papo Furado — Que Tri Que Fica as 10:34 pm | Domingo, Outubro 14, 2007

É incrível como a internet deixa as pessoas sem noção. Conheço tanta gente que se comporta bem no mundo real e quando vem pro virtual faz cada besteira que eu não posso aceitar pacificamente, lá vai um post!
Entre erros gritantes de português, fotos auto-avacalhadoras e outras revelações que o orkut promove, vêm alguns que a gente acha tão gente boa pessoalmente e no MSN queimam pra valer seu filme, chamando atenção incansavelmente e mandando winks idiotas. Antes que perguntem, é claro que eu já dei um jeitinho do meu MSN não reproduzir essas bobagens automaticamente. Mensagens de voz principalmente, pois vai que tem alguém aqui perto do PC e escuta algo que não deve(e sim, tem muito ingênuo que não pensa nisso).
Outra coisa que tento entender é por que algumas pessoas daqui do Rio Grande do Sul, nascidas e criadas entre os “tchê”, “bah” e “TU” de repente solta um “VOCÊ”. Mesmo que a justificativa seja o verbo, que usando o “tu” teria que ser “estejas”, “viste”(VISTE, não VISTES!), entre outras terminações “S” que raros usam também. Eu, admiradora da língua portuguesa e de quem a usa corretamente, acho que se deve escrever como se fala normalmente, a não ser que esteja escrevendo uma carta a alguma excelentíssima pessoa.
Pontuação é outro problema sério, mas aí vai um conselho, na dúvida, use reticências, vulgo “três pontinhos”(…). Sempre cai bem, fica descontraído e não deixa a frase muito corrida. Ponto final e vírgulas exigem um cuidado bem especial, e nem to falando por ser muito cri-cri, é uma questão de não querer parecer (muito)burro. Já vi coisas pela internet do tipo: “Olá. Amiga. Como vai? Eu estou, muito bem no final de semana, saí, com meus amigos, estava ótimo você não saiu?”. Não, não foram excessos de pontos e vírgulas, a quantidade tá até razoável, o problema foi a má distribuição. Tem gente que lembra dos conselhos da professora de português da quinta série(usar vírgulas e pontos para não deixar a frase muito longa), mas acaba aplicando mal(Mal com L, pois MAU é o contrário de BOM… tá, chega, parei!).
Bom mesmo é nunca esquecer que a internet é uma extensão do mundo real, logo, temos que agir de acordo. Um sábio conselho pra quem sai pela rede fazendo o que quer. Muita gente(tipo eu) leva muito em consideração o que vê pelo orkut ao encontrar as pessoas por aí. Se liga!

Experimente!

Categoria: Papo Furado — Que Tri Que Fica as 8:44 am | Sexta, Outubro 5, 2007

Cara nova! E ainda há quem não goste de mudanças.
Não que eu seja uma metamorfose ambulante, eu tenho velhas opiniões formadas sobre algumas coisas ainda. Mas gosto de mudar as coisas de lugar, trocar de cor, de formato, de cheiro. Só não arrisco novos sabores, de resto, acho que vale arriscar.

Essa semana comecei a perceber que eu estava sentando sempre no mesmo banco do ônibus pra ir pra Unisinos de manhã. Não sei se gostei demais daquele lugar, se é força do hábito, ou se eu sempre estou pensando em alguma outra coisa quando escolho o banco onde vou sentar(provável). Mas tendo percebido isso, achei que devia sentar em outro lugar e assim o fiz hoje. Minha constatação não foi surpresa. Foi tudo igual, eu levei o mesmo tempo, cheguei do mesmo jeito, com o mesmo humor, nada de novo ocorreu. O que pode ter acontecido porque de repente eu estava pensando em alguma outra coisa enquanto fazia o trajeto Santos Dumont - Cristo Rei(provável). Afinal, o que será que tanto eu tenho para pensar!? Ônibus pra mim é sinônimo de reflexão, muita reflexão. Desde “o que vou comer hoje no lanche?” até “Meu Deus, absolveram o Renan Calheiros” . Ah, mentira, não gosto, não entendo, não falo e não penso em política. Bleh! Mas são muitas coisas que me passam pela cabeça, que quando eu vejo, quase passo da parada(ponto de ônibus para os não-sulistas). O fato é que, as vezes, fico curiosa, querendo saber se só eu tenho esse hábito, ou se realmente todo mundo anda de ônibus assim em meia fase, só de corpo presente. Seria o transporte público uma auto-terapia? Experimente!

Categoria: Papo Furado — Que Tri Que Fica as 3:34 pm | Terça, Outubro 2, 2007

Já dizia aquela música… “tempo amigo, seja legal…”

Ta ok, não vou chorar muito. Muitas pessoas com muito menos tempo fazem muito mais coisas. Mas é uma questão de costume. Não estava habituada a ter mais coisas a fazer do que acordar de manhã, ir pra loja, tomar chimarrão, verificar e-mail e orkut, comentar novidades sobre o Grêmio, lagartear, almoçar, tomar um pepão gelado, fazer um lanche, lagartear mais um pouco, tomar o café da minha mãe, ficar na net de bobeira(as vezes aula), jantar, ver um pouco de TV e dormir….

Êh vidinha pacata. Meu dia-dia mudou um pouco e mais do que falta de tempo, a preguiça me impediu de atualizar meu humilde blog. Mas agora vou consertar isso. Além do que, desisti de procurar coisas engraçadas pela internet e achar tudo tosco. Se for pra postar coisas toscas que sejam as minhas próprias coisas. Sei que tenho muito a dizer, há! Belos 20 anos de experiência… Experiência muito pouca, mas desses 20(de vida), pelo menos 10 de muita observação. Poucas palavras e mais atenção. É, acho que posso filosofar sobre coisas interessantes que prendam atenção de pelo menos uma pessoa, sei que sou capaz disso. Mazá guria!

Portanto… aguardem-me! E de layout novo!

Salve, salve! Roberto Schinyashiki!

Categoria: Papo Furado — Que Tri Que Fica as 12:17 am | Terça, Agosto 21, 2007

Estava agora assistindo um programa especial na Rede Vida(Sim, Rede Vida) com o psiquiatra e escritor Roberto Schinyashiki, o que me despertou uma avalanche de perguntas sobre o comportamento humano e sua capacidade de resolver os próprios problemas. Não querendo desmerecer o trabalho do Shinyashiki, que é um grande escritor, e depois dessa entrevista posso dizer sem medo que é um dos raros escritores de livros de auto-ajuda preocupado com o resultado de seu trabalho. Claro que o dinheiro move montanhas(vale também para a fé) e isso colabora e muito em toda a produção dos livros que ele lança, mas a paixão dele por psicologia, por ser um entendedor do cérebro humano, está estampado na empolgação desse homem a dar um conselho simples, como os muitos que deu durante o programa. As pessoas enviavam e-mails perguntando, por exemplo, se com 50 anos ainda há tempo para se fazer uma faculdade. Talvez eu também tivesse respondido com a mesma vibração do Shinyashiki, por ser tão óbvio o melhor caminho(seria eu uma ex-futura publicitária, atualmente futura programadora/bacharel em Ciência da Computação, futuramente frustrada por não cursar Psicologia?). Tudo bem, eu em sã consciência, gozando dos meus 20(quase 21) aninhos de idade, vivendo ainda de “paitrocínio”, posso estar até afrontando a natureza querendo que uma pessoa de 50 anos, que já teve seus filhos, sua família e que certamente já quebrou a cara uma boas vezes, simplesmente decida fazer uma faculdade agora, como quem compra um picolé na esquina. É, tento levar tudo isso em consideração, mas sinceramente, espero que aos meus 50 anos eu ainda tenha a capacidade de enxergar as coisas com nitidez. A dúvida desse senhor estava em: “vou aproveitar minha faculdade, se a fizer agora, sendo que já estou no final da vida?”. Meu Deus! Final da vida, Como é ruim lembrar que ela tem um final. Pois é, então é melhor não lembrar não é mesmo? Ainda mais aos 50 anos, quando a expectativa de vida do brasileiro já está em, acredite, 83 anos(isso se a pessoa não levar uma bala perdida por aí, não reagir a nenhum assalto, nem for vítima de nenhuma derrapagem em Congonhas). Eu sei que este senhor provavelmente não irá acessar o blog e ver este meu empenho todo para que ele faça sim uma faculdade, até porque ele deve se achar muito velho pra aprender a lidar com “essas coisas de computador”. Mas se por acaso alguém aí aparecer com essa dúvida, faça! Faça tudo que tiver vontade. Não que eu seja um exemplo de perseverança, nem que tenha feito grandes coisas na vida. Mas já fui persistente no que era do meu interesse e cá estou eu para afirmar a quem resistiu até o final desse post de pouco valor cultural(insisto: vá ler um livro, mesmo que de auto-ajuda), sempre vale a pena! Conquistar um objetivo difícil, por mais ridículo que ele seja(e escaladores do Pico do Everest podem confirmar essa minha teoria), é muito bom. O fato é que, não gosto de acreditar que as pessoas ainda precisam comprar livros para entender esse tipo de coisa. Se ajuda, faz bem, então ótimo! Mas quando as pessoas me perguntam porque eu falo pouco, fico quieta, preferindo observar, poucas entendem que esse é o segredo, pensar. Experimente pensar mais do que fala, observe, analise, mas não fale tudo e nem muito, guarde suas conclusões. A gente cria uma capacidade enorme de se entender e entender os outros. Mas se preferir, leia Schinyashiki!

Compare Preços de: Roberto Schinyashiki, livros de auto-ajuda

 

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